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Desabamento de edifício em Gaza deixa 20 mortos e dezenas de desaparecidos

Published on septembre 16, 2026 at 15:28

Voluntários e socorristas retiram um corpo recuperado dos escombros do prédio que desabou na Cidade de Gaza — Omar AL-QATTAA / AFP
Voluntários e socorristas retiram um corpo recuperado dos escombros do prédio que desabou na Cidade de Gaza — Omar AL-QATTAA / AFP

Vinte pessoas morreram, incluindo cinco crianças, e dezenas estão desaparecidas após o desabamento de um prédio de seis andares na Cidade de Gaza, informou nesta quarta-feira (16) a Defesa Civil do território palestino devastado pela guerra.

"Vinte cadáveres foram retirados dos escombros do prédio que desabou (...) Entre os mortos há cinco crianças e dezenas de pessoas continuam presas", afirmou a Defesa Civil, que atua como serviço de resgate sob a autoridade do Hamas, que governa a Faixa de Gaza.

O edifício, com quatro apartamentos residenciais por andar, foi "alvo direto" durante a guerra, o que comprometeu a "integridade estrutural e provocou o desabamento", afirmaram as autoridades locais.

O imóvel, bombardeado várias vezes em 2024 e 2025, desabou durante a noite, quando dezenas de pessoas que haviam encontrado um refúgio improvisado no local dormiam, o que explica o grande número de vítimas.

Ao meio-dia de quarta-feira, equipes de resgate, com a ajuda de moradores, trabalhavam para retirar pedras e vergalhões com recursos improvisados, em vários casos com as mãos.

A Defesa Civil explicou que precisava trabalhar com "equipamentos limitados e ferramentas rudimentares" e acusou Israel de "impedir a entrada de máquinas pesadas" na Faixa de Gaza.

Segundo o gabinete de imprensa do Hamas, os moradores haviam sido orientados a não retornar ao prédio após os ataques, mas muitos arriscaram a volta devido à magnitude da destruição no território e à falta de moradias.

"Consideramos a ocupação israelense e a comunidade internacional plena e diretamente responsáveis pela catástrofe que nosso povo palestino está sofrendo", acusou o grupo.

"Também os responsabilizamos por todas as consequências e repercussões da contínua, perigosa e sem precedentes deterioração humanitária que mais de 2,4 milhões de pessoas sofrem na Faixa de Gaza", acrescentou.

Muitos prédios neste território foram destruídos pelos bombardeios israelenses, iniciados em resposta ao ataque de 7 de outubro de 2023 do movimento islamista palestino Hamas, que matou mais de 1.200 pessoas.

A campanha de bombardeios israelenses em Gaza deixou mais de 73.000 palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde do território palestino, sob autoridade do Hamas.

A agência de Defesa Civil identificou quase 2.000 prédios na Faixa de Gaza que enfrentam o risco de desabamento.

O departamento de imprensa do governo de Gaza, controlado pelo Hamas, atribuiu o desabamento aos atrasos na prometida reconstrução do território.

Israel permitiu a entrada de ajuda adicional na Faixa desde a declaração de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025. Mas o Exército do país prossegue com os ataques e restringiu a entrada de equipamentos que, segundo afirma, também poderiam ter uso militar.

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