Meio Ambiente

Último baleeiro da Islândia ameaça processar governo em caso de proibição à caça de baleias

Published on septembre 22, 2026 at 17:20

O baleeiro Hvalur 9 retorna ao porto de Hvalfjordur, perto de Reykjavik, em 24 de junho de 2022 — Halldor KOLBEINS / AFP
O baleeiro Hvalur 9 retorna ao porto de Hvalfjordur, perto de Reykjavik, em 24 de junho de 2022 — Halldor KOLBEINS / AFP

O chefe do último baleeiro em atividade na Islândia declarou nesta terça-feira (22) à AFP que processará o governo se este proibir a caça às baleias.

O governo da Islândia, um dos poucos países, junto com Japão e Noruega, que ainda permitem a caça comercial de baleias, planeja apresentar em 2027 um projeto de lei que poderá pôr fim à essa prática nesta ilha do Atlântico Norte.

Em uma entrevista à AFP, o diretor-geral da empresa Hvalur, Kristján Loftsson, assegurou que apresentará uma ação judicial caso uma proibição seja adotada.

"Já não vamos caçar baleias", mas "processaremos o governo e exigiremos uma indenização importante", afirmou o islandês de 83 anos.

"Não acho que vão se atrever a fazer isso", disse.

"Isso vai lhes custar muito dinheiro. Esses ministros não estão nem aí, porque não são eles que pagam", acrescentou.

O Ministério da Indústria da Islândia afirma levar em conta duas considerações para o projeto de lei: os interesses comerciais do país, já que a atividade é pouco rentável, e a proteção dos animais.

Loftsson está convencido de que a caça de baleias continuará na Islândia.

Outras propostas semelhantes já foram apresentadas e "acabaram não levando a nada", disse.

Hvalur emprega 150 pessoas em alta temporada e entre 40 a 50 no resto do ano.

A caça da baleia-fin geralmente ocorre entre o início de junho e setembro.

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