Reino Unido alega que Ilhas Malvinas têm o 'direito' de explorar petróleo
O governo britânico afirmou, nesta sexta-feira (18), que as Ilhas Malvinas têm o "direito de desenvolver seus recursos naturais como bem entenderem", após a Argentina ter pedido sanções mais severas contra projetos petrolíferos no território administrado pelo Reino Unido.
O Reino Unido e a Argentina travaram uma guerra de dez semanas em 1982 por essas ilhas do Atlântico Sul.
O presidente argentino, Javier Milei, intensificou suas reivindicações sobre as ilhas, visando em particular um projeto petrolífero britânico-israelense próximo ao arquipélago.
Milei apoiou um projeto de lei que proibiria o desenvolvimento de qualquer recurso natural sem autorização de Buenos Aires, aumentando a pena prevista em uma lei anterior para um máximo de 20 anos de prisão.
Seu governo também apresentou uma denúncia penal contra a empresa israelense Navitas por perfurações em uma importante jazida de petróleo próxima às Malvinas.
"O governo do Reino Unido e nossa rede diplomática apoiam integralmente essas empresas e indivíduos. Eles têm nosso total apoio", declarou o Ministério das Relações Exteriores britânico em um comunicado.
"Essas acusações contra empresas e indivíduos são inaceitáveis e não têm justificativa legal", acrescentou.
A Navitas detém participação majoritária no projeto de petróleo offshore Sea Lion, enquanto a empresa britânica Rockhopper detém o restante.
Ambas as empresas insistem que possuem licenças de exploração válidas, respaldadas pelo Reino Unido.
Milei alega que o projeto viola uma resolução da ONU que insta ambos os lados a se absterem de ações unilaterais nas ilhas.
Os habitantes das Ilhas Malvinas votaram esmagadoramente em 2013 para permanecerem sob soberania britânica.
A Argentina rejeita esse resultado, argumentando que o princípio da autodeterminação não se aplica a uma população que foi "implantada" pelo Reino Unido após 1833.
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