Exército dos EUA afirma ter destruído petroleiros iranianos após ataques
Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (5) que destruíram três petroleiros iranianos em resposta a tentativas do Irã de atacar seus navios de guerra com mísseis, no mais recente confronto entre os dois países desde a retomada das hostilidades, há uma semana.
Os dois países continuam envolvidos na guerra iniciada em 28 de fevereiro com a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
A República Islâmica mantém um rígido controle sobre o Estreito de Ormuz, enquanto Washington impõe um contrabloqueio aos portos iranianos.
Neste sábado, o Exército americano afirmou que atacou e destruiu três petroleiros iranianos depois que a Guarda Revolucionária abriu fogo contra seus navios de guerra.
As embarcações iranianas foram atacadas "na costa da ilha de Kharg" e no Golfo de Omã, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) para o Oriente Médio.
Um dos petroleiros foi atingido "depois que a tripulação recebeu ordem para abandonar a embarcação", acrescentaram as Forças Armadas americanas.
Em um vídeo divulgado pelo Centcom, é possível ver bolas de fogo após os projéteis atingirem os navios. Os alvos faziam "parte de uma rede clandestina que financia" a Guarda Revolucionária e seus aliados na região, afirmou o Exército americano. Nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido.
"Que a mensagem à Guarda Revolucionária seja clara: se dispararem contra dois de nossos navios, vamos impor um custo econômico ainda maior, eliminando três dos seus", declarou o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper.
Anteriormente, a imprensa iraniana havia informado sobre várias explosões perto da ilha de Kharg, principal centro petrolífero do país.
Os Estados Unidos buscam aumentar a pressão econômica sobre o Irã e mantêm a ameaça de uma ação militar de maior escala.
Na última quinta-feira, Teerã afirmou ter atacado bases militares americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos em represália pela morte de civis em um casamento atingido por bombardeios de seu adversário.
O vice-presidente JD Vance afirmou que o episódio estava sendo investigado, mas disse estar "cético" em relação à versão iraniana que responsabiliza os Estados Unidos pelo ataque, no qual quatro participantes da cerimônia foram mortos, segundo o balanço do Crescente Vermelho.
O governo de Donald Trump tenta minimizar a dimensão do conflito no Oriente Médio, cada vez mais impopular entre os americanos à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato.
Na sexta-feira, Trump afirmou que a guerra com o Irã é "moleza". "Muitas pessoas não chamam isso de guerra. Eu chamo de conflito militar porque, para nós, é pouca coisa. Não é algo grande. Primeiro lidamos com a Venezuela e agora com isso", afirmou Trump.
Após um mês de relativa calma, os confrontos entre os dois países foram retomados em 30 de agosto.
Naquele dia, o Exército americano afirmou que havia retomado os ataques para impedir o lançamento de foguetes carregados com minas navais no estratégico Estreito de Ormuz.
Teerã respondeu atacando países vizinhos do Golfo, como vem fazendo desde o início do conflito.
Latest stories
Jornal Finalista em 2025, Anisimova cai na 3ª rodada do US Open
Um ano depois de chegar à final do US Open, a tenista americana Amanda Anisimova foi eliminada na terceira rodada do Grand Slam de Nova York neste sábado (5), com...
Jornal Pierre Gasly surpreende e faz a pole do GP da Itália de F1
O piloto francês Pierre Gasly (Alpine) surpreendeu e fez a primeira pole position de sua carreira ao ter sido o mais rápido na sessão de classificação para o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1...
Jornal Dois novos resgates no Nepal mantêm esperança dez dias após avalanche
Quando as esperanças já diminuíam, equipes de resgate encontraram com vida neste sábado (5), no Nepal, um cidadão chinês dentro de um túnel e uma mulher nepalesa em sua casa, soterrada pela lama deixada pela...