Arte e Cultura

Objetos pessoais de Brigitte Bardot são leiolados em Paris

Published on Setembro 22, 2026 at 11:39

Exposição de objetos pessoais da atriz francesa Brigitte Bardot, em Paris, antes dp leilão — Charlotte SIEMON / AFP
Exposição de objetos pessoais da atriz francesa Brigitte Bardot, em Paris, antes dp leilão — Charlotte SIEMON / AFP

Um leilão em Paris de 285 objetos pessoais da lendária atriz francesa Brigitte Bardot chegou perto de um milhão de euros, quase 20 vezes mais do que a estimativa inicial, informou à AFP a casa Millon. 

Os objetos, que incluem chapéus de palha, óculos, entre outros, estavam nas duas casas que a atriz tinha em Saint-Tropez (sudeste da França) e em seu apartamento de Paris.

Os 953.531 euros (5,5 milhões de reais) da venda, realizada na segunda-feira, serão destinados à Fundação Brigitte Bardot e para Nicolas-Jacques Charrier, filho único da estrela, que faleceu aos 91 anos em dezembro.

Quase 3.000 pessoas, da França e de outros países, se registraram para participar do leilão.

"Brigitte Bardot foi, mais uma vez, uma formidável alquimista: transformou cerca de 50.000 euros de estimativas em quase um milhão de euros, custos incluídos", comentou o leiloeiro Alexandre Millon.

Duas coleiras de cachorro da atriz, com uma placa de identificação em seu nome e o número de telefone da casa de La Madrague, avaliadas em 30 euros (175 reais) o conjunto, foram adquiridas por 9.400 euros (55.000 reais) por uma compradora russa.

Um autorretrato atingiu quase 40.000 euros (234.000 reais) e um lote de três bichos de pelúcia que representavam filhotes de foca, o animal fetiche de Bardot, foi vendido por 2.200 euros (12.280 reais).

"Esta venda é a continuação lógica daquela que ela mesma organizou em 1987 com seus objetos mais preciosos para criar sua fundação. Hoje, sua luta continua por meio desses leilões", disse à AFP Ghyslaine Calmels, diretora-geral da Fundação Bardot.

Dois dias antes da venda, Bernard d'Ormale, o último marido da atriz, criticou o leilão, que chamou de "escandaloso".

"São objetos íntimos, por que fazer esta venda? Pelos animais? É uma piada [...] É uma falta de respeito à memória de Brigitte", afirmou D'Ormale, que disse não ter sido informado da operação, algo que a fundação negou.

Segundo a fundação, a venda foi aprovada em junho, inclusive por D'Ormale, que então presidia seu conselho de administração.

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