Líder da extrema direita australiana pede desculpas por chamas indígenas de 'primitivos'
A líder da extrema direita australiana, Pauline Hanson, pediu desculpas nesta terça-feira (15) depois de chamar os povos indígenas do país de "primitivos".
"Eu sempre acabo falando besteira pelo jeito como eu digo as coisas", afirmou a senadora por Queensland em entrevista à emissora News24.
"Eu lamento ter dito isso porque não quero aborrecer as pessoas. Não era minha intenção magoar as pessoas", acrescentou.
O partido One Nation de Hanson registra uma forte ascensão e atualmente é uma das legendas mais populares da Austrália, segundo as pesquisas de opinião.
Hanson, conhecida por suas declarações racistas e incendiárias contra minorias, provocou na segunda-feira uma onda de indignação ao descrever os indígenas australianos como "a raça mais primitiva da Terra".
Os indígenas australianos, cujos ancestrais vivem no continente há mais de 60.000 anos, têm uma expectativa de vida média cerca de oito anos menor do que o restante da população.
Vários fatores contribuem para a desigualdade, entre eles problemas crônicos de saúde, taxas de pobreza mais elevadas, acesso mais limitado à assistência médica em algumas comunidades e causas socioeconômicas complexas.
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