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Cuba critica Trump após ele afirmar na ONU que a ilha 'cairá'

Published on Setembro 22, 2026 at 19:05

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, em uma coletiva de imprensa em Havana, em 30 de junho de 2026 — ADALBERTO ROQUE / AFP
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, em uma coletiva de imprensa em Havana, em 30 de junho de 2026 — ADALBERTO ROQUE / AFP

Cuba classificou como "calúnias" e "falsidades" as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22), após a delegação da ilha abandonar a sala durante o discurso do mandatário, em meio à escalada das tensões entre os dois países.

Em seu discurso, Trump afirmou que Cuba "cairá", sem explicar como, após reiterar que seu governo quer uma "mudança fundamental" na ilha.

"O governo dos EUA é incapaz de aceitar que Cuba é, e tem o direito de ser, um país totalmente independente e soberano", escreveu na rede X o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, que chefia a delegação de seu país nos debates em Nova York.

"Nenhuma das falsidades do presidente dos EUA na ONU, nem qualquer calúnia, pode ou irá negar esse fato", acrescentou o diplomata.

Pouco antes, integrantes da delegação cubana deixaram o recinto da Assembleia Geral durante o discurso de Trump.

Por sua vez, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou o mandatário republicano de recorrer à "mentira" para justificar a política dos Estados Unidos em relação à ilha.

"Incapaz de justificar o castigo contra o povo de Cuba e sua guerra econômica genocida, o presidente dos EUA repete na ONU que Cuba representa uma ameaça", escreveu no X.

"A mentira é o recurso daqueles que se negam a aceitar o direito à autodeterminação do povo cubano", acrescentou Díaz-Canel.

As relações entre os dois países atravessam um de seus momentos mais tensos dos últimos anos. Desde seu retorno à Casa Branca, Trump reforçou as sanções contra Cuba e aumentou a pressão diplomática sobre o governo comunista, ao qual aplica um bloqueio petrolífero desde janeiro.

Desde então, o presidente republicano ameaçou reiteradamente "assumir o controle" da ilha, situada a apenas 150 quilômetros da costa da Flórida, por considerá-la uma "ameaça extraordinária" à segurança nacional dos Estados Unidos.

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