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Uber demitirá 10% de sua força de trabalho global

Published on Septiembre 2, 2026 at 18:53

Um homem dorme ao lado de um anúncio da plataforma de transporte por aplicativo Uber, exibido em um ponto de ônibus em Bangalore, Índia, em 10 de agosto de 2026 — Idrees MOHAMMED / AFP
Um homem dorme ao lado de um anúncio da plataforma de transporte por aplicativo Uber, exibido em um ponto de ônibus em Bangalore, Índia, em 10 de agosto de 2026 — Idrees MOHAMMED / AFP

A gigante do transporte por aplicativo Uber vai demitir cerca de 10% de sua força de trabalho como parte de "mudanças organizacionais significativas", anunciou o CEO Dara Khosrowshahi em uma mensagem aos funcionários nesta quarta-feira (2). 

"Hoje estamos fazendo uma série de mudanças organizacionais significativas em toda a Uber", disse Khosrowshahi. "Como resultado, reduziremos o tamanho de nossa equipe em aproximadamente 10%".

A Uber tem aproximadamente 34.000 funcionários e operações em mais de 70 países, segundo uma apresentação recente à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês).

A empresa declarou que as demissões têm como objetivo tornar sua plataforma "mais simples e rápida" e reduzir os atrasos de coordenação.

"Uma organização mais ágil trará maior clareza na atribuição de responsabilidades, decisões mais rápidas e mais tempo dedicado a construir em vez de coordenar", afirma a mensagem.

Fundada em 2009, a Uber transformou o setor de transporte urbano ao entrar em mercados dominados por táxis e empresas de carros privados, permitindo que as pessoas usassem seus próprios veículos para transportar outras pessoas.

Desde então, a companhia se expandiu de forma maciça, inclusive para os serviços de entrega de alimentos e produtos de varejo.

Os motoristas da Uber recebem uma remuneração variável de acordo com o país, e muitos têm reclamado de não receber uma compensação adequada pelo trabalho e o uso de seus veículos.

A companhia encerrou completamente seus serviços em alguns países. Nesta quarta-feira, anunciou o fim de seus negócios na Nigéria e em Uganda, após ter deixado a Tanzânia no início deste ano.

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