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EUA exorta comunidade internacional a cortar laços com a Nicarágua

Published on Septiembre 2, 2026 at 17:34

Foto divulgada pelo veículo oficial de mídia digital El 19 Digital mostra os copresidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo na comemoração do 47º aniversário da Revolução Sandinista em Manágua, em 19 de julho de 2026 — Cesar PEREZ / AFP
Foto divulgada pelo veículo oficial de mídia digital El 19 Digital mostra os copresidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo na comemoração do 47º aniversário da Revolução Sandinista em Manágua, em 19 de julho de 2026 — Cesar PEREZ / AFP

Os Estados Unidos exortaram seus parceiros a romper vínculos com a Nicarágua, após a decisão do Congresso do país centro-americano de proibir a participação de opositores nas eleições, segundo uma declaração do secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta quarta-feira (2).

Nesse comunicado, Washington insta seus aliados internacionais "a pôr fim de imediato às operações habituais com esta ditadura brutal" do presidente Daniel Ortega e sua esposa e copresidente, Rosario Murillo.

"As ditaduras que negam os direitos inalienáveis de seus cidadãos não deveriam gozar dos mesmos benefícios econômicos ou políticos que os governos comprometidos com a defesa da paz e da segurança hemisféricas", advertiu Rubio.

A votação na Assembleia Nacional nicaraguense "erodiu ainda mais a ficção da democracia na Nicarágua", denunciou o chefe da diplomacia americana.

Ortega, ex-guerrilheiro esquerdista de 80 anos e sua esposa, cinco anos mais nova, governam com poder absoluto e um forte controle da sociedade nicaraguense após os protestos de 2018, cuja repressão deixou cerca de 300 mortos, segundo a ONU, e centenas de milhares de exilados.

Washington aumentou nos últimos meses a pressão econômica e diplomática sobre Manágua, com sanções contra as principais figuras do regime e também mobilizando seus aliados na América Latina, mediante comunicados conjuntos.

"A Administração Trump segue comprometida a identificar e implementar ações para abordar as violações dos direitos humanos do regime de Murillo-Ortega, inclusive em fóruns como a Organização dos Estados Americanos" acrescentou o texto.

Washington e seus aliados regionais conseguiram que a OEA aprovasse em 19 de agosto a convocação de uma reunião "urgente" de chanceleres da região, uma medida incomum.

A OEA vai celebrar um Conselho Permanente na quinta-feira para abordar a data e o local desse encontro.

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