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Trump proíbe acesso à Casa Branca para CNN, MS NOW e Politico

Published on سبتمبر 19, 2026 at 18:39

Donald Trump critica com frequência a cobertura da imprensa — Jim WATSON / AFP
Donald Trump critica com frequência a cobertura da imprensa — Jim WATSON / AFP

A Casa Branca cumpriu, neste sábado (19), a promessa de Donald Trump de negar acesso à residência presidencial aos canais CNN e MS NOW e ao site Politico, como uma forma de punição por divulgarem o que o republicano considera "notícias falsas".

Os três meios de comunicação denunciaram a medida como uma violação da Constituição dos Estados Unidos e prometeram continuar informando sobre o governo.

As empresas devem levar as proibições aos tribunais para recuperar o acesso à residência presidencial.

"A Casa Branca pertence ao povo americano e as decisões tomadas lá dentro são financiadas com nossos impostos", afirmou a MS NOW, antes MSNBC, na rede social X.

"Temos um direito, amparado pela Constituição dos Estados Unidos, de exercer nosso trabalho jornalístico sem obstáculos nem interferências por parte do governo, e a proibição é um ataque ilegal a este direito fundamental", afirmou a CNN.

Consultada, a Casa Branca enviou à AFP as declarações de Trump feitas na sexta-feira, nas quais anunciou o veto.

O republicano de 80 anos — que mantém uma relação incendiária com a mídia tradicional — advertiu que outros veículos podem ter o mesmo destino, mas não citou nomes.

"Tenho orgulho de anunciar que, com efeito imediato, estou proibindo a Fake News CNN, a MSNOW... e Politico... da Casa Branca como resultado de sua constante 'cobertura' de NOTÍCIAS FALSAS"!, afirmou Trump em sua plataforma Truth Social.

O republicano acrescentou que "os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou informar constantemente FICÇÕES e MENTIRAS quando estão cobrindo o Presidente dos Estados Unidos".

A correspondente da MS NOW na Casa Branca, Akayla Gardner, afirmou que seu crachá de acesso não funcionou quando tentou entrar na residência presidencial neste sábado.

"Havia uma luz vermelha piscando e, então, o agente me pediu que entregasse o crachá", relatou a jornalista.

Betsy Klein, da CNN, explicou que "havia um grupo de câmeras esperando" sua chegada na porta de acesso ao complexo da Casa Branca.

Cheyenne Haslett, do Politico, também não conseguiu entrar e o Serviço Secreto confiscou seu crachá, informou o editor-chefe do site, Jonathan Greenberger, em uma nota enviada à AFP.

Trump critica constantemente a imprensa cuja cobertura o desagrada. Ele apresentou várias ações por difamação contra veículos de comunicação, atacou a imprensa na Truth Social e agrediu verbalmente vários repórteres — sobretudo mulheres —, incluindo a apresentadora Kaitlan Collins, da CNN.

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