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Morre François Pelou, correspondente da AFP nas guerras da Coreia e do Vietnã

O jornalista francês François Pelou, um ex-correspondente de guerra da AFP que cobriu os conflitos na Coreia e no Vietnã e testemunhou o assassinato do suspeito no assassinato de John Kennedy, morreu aos 94 anos, anunciou sua família no domingo (5).

Pelou, que também trabalhou nos escritórios da AFP em Brasil, México e Espanha - de onde foi o primeiro a anunciar a morte do ditador Francisco Franco - morreu no sábado na cidade de Conques-en-Rouergue, sul da França.

"François morreu no sábado em sua casa em Conques-en-Rouergue, Aveyron. Ele tinha 94 anos", disse sua esposa, Caroline, à AFP.

Pelou ingressou na Agence France-Presse em 1948 e cobriu o conflito coreano entre 1950 e 1953 e depois foi diretor do escritório de Saigon (Vietnã do Sul) entre 1965 e 1968, onde também cobriu o conflito.

No Vietnã conheceu a jornalista italiana Oriana Fallaci, com quem teve uma relação de vários anos. "Oriana veio ao meu escritório em 1967. Cobrimos muitas histórias juntos, ela foi muito importante na minha vida", confessou Pelou ao jornal La Depeche de Toulouse em 2016.

No Vietnã, o repórter foi ferido por um morteiro em sua perna, o que o prejudicou pelo resto de sua vida.

Antes do Vietnã, Pelou foi enviado para Dallas, no Texas, após o assassinato de John Kennedy, em 1963. Durante sua estada, ele testemunhou o assassinato do suspeito de morte, Lee Harvey Oswald, pelas mãos de Jack Ruby.

Durante sua carreira, também esteve no México e no Brasil, onde foi preso pelas autoridades por revelar os termos da libertação de um embaixador contra prisioneiros políticos.

Jornalista esportivo, cobriu os Jogos Olímpicos de Melbourne-1956 e durante sua estada em Madri foi o primeiro a anunciar a morte de Franco em novembro de 1975.

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