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Líderes indígenas viajam à Europa para denunciar políticas de Bolsonaro

AFP / YASUYOSHI CHIBA (Arquivo) A líder indígena Sonia Guajajara

Uma delegação integrada por sete líderes indígenas brasileiros fará a partir deste mês um giro por 12 países europeus para denunciar as "sérias violações" aos direitos dos povos nativos sob o governo de Jair Bolsonaro, anunciaram nesta quarta-feira os organizadores da viagem.

Sob o lema "Sangue indígena: Nem mais uma gota", os líderes Sonia Guajajara, Alberto Terena, Angela Kaxuyana, Celia Xakriabá, Dinaman Tuxá, Elizeu Guarani Kaiowá e Kreta Kaingang viajarão pela Europa entre 17 de outubro e 20 de novembro, informou a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

A primeira etapa será no Vaticano, onde se celebra desde o domingo o sínodo sobre a Amazônia, convocado pelo Papa Francisco.

Em seguida, o grupo visitará Itália (Turim e Bolonha), Alemanha (Berlim e Munique), Suécia (Estocolmo), Noruega (Oslo), Holanda (Amsterdã), Bélgica (Bruxelas), Suíça (Genebra e Berna), França (Paris), Portugal (Lisboa), Reino Unido (Londres) e Espanha (Madri, Barcelona e Valência).

A comitiva prevê se reunir com "autoridades, líderes políticos, deputados europeus, empresários, ativistas e artistas", informou a APIB.

O objetivo é denunciar as graves violações cometidas contra os povos indígenas pelo governo brasileiro e promover medidas que pressionem o governo a cumprir os acordos de preservação do meio ambiente e dos povos indígenas.

O comunicado também cita um relatório do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), vinculado à Igreja católica, segundo o qual houve um aumento de invasões em territórios indígenas em 2019.

O CIMI reportou 160 invasões de madeireiros e garimpeiros em terras indígenas entre janeiro e setembro, um aumento de 44% em relação a todo o ano de 2018.

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