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Bolsonaro é operado com sucesso em São Paulo

AFP/Arquivos / EVARISTO SA (Ago 2019) O presidente Jair Bolsonaro, durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília

O presidente Jair Bolsonaro foi operado com sucesso neste domingo para corrigir uma hérnia abdominal, a quarta intervenção cirúrgica pela qual passou desde que foi esfaqueado, há quase um ano, informaram os médicos.

Realizada no hospital Vila Nova Star (zona oeste de São Paulo), a operação teve início às 7h35 e durou cerca de cinco horas, mais do que o previsto.

"A cirurgia foi longa, mexeu bastante com o instestino, que estava fortemente aderido na parede abdominal", explicou o cirurgião Antonio Luiz Macedo, assinalando que não houve nenhuma complicação ou sangramento.

"Ficou bem feito, estamos tranquilos. Normalmente, uma cirurgia de hérnia nao demora tudo isso, mas a gente nao contava que tivesse aderido tudo de novo", explicou o especialista, que acompanha a evolução do presidente desde que ele foi esfaqueado. As chances de desenvolvimento de uma nova hérnia existem, mas são muito baixas, assinalou.

Bolsonaro se recupera no quarto e seu quadro clínico é estável, segundo o boletim médico. Ele está acompanhado da primeira-dama, Michelle, e dos filhos Flavio, Carlos e Eduardo.

"Mais uma cirurgia. Desta vez, foram cinco horas, mas estamos bem. Obrigado a todos pelo apoio e orações! Obrigado, Deus, pela minha vida! Logo estarei de volta ao campo. Irruuu!", tuitou o presidente no começo da noite.

Pouco depois, Flavio Bolsonaro publicou na mesma rede social uma foto em que aparece de pé ao lado do leito do pai. Ambos estão sorrindo e com o polegar levantado, em sinal de aprovação. "O cara é forte! Estará de volta em breve", afirmou Flavio.

Bolsonaro deverá receber alta em cinco dias, e poderá viajar de avião depois de uma semana, estimou Macedo, assinalando que esta previsão deve ser confirmada ao longo dos dias. O vice-presidente, Hamilton Mourão, assumiu hoje interinamente a presidência e permanecerá no cargo pelo menos até quinta-feira, segundo o porta-voz Otávio Rego Barros.

Bolsonaro foi apunhalado em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha no estado de Minas Gerais. Passou alguns meses com uma bolsa de colostomia, removida no final de janeiro, quando já era presidente.

O agressor, identificado como um ex-militante do partido de esquerda PSOL, de 41 anos, foi diagnosticado com transtorno delirante – um tipo de psicose – e declarado imputável pela Justiça.

Adélio Bispo de Oliveira está recluso na unidade psiquiátrica de uma prisão de segurança máxima.

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