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América Latina e a posse de Maduro: boicote e aliados

AFP/Arquivos / Federico Parra O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, exibe Constituição durante coletiva de imprensa com veículos estrangeiros no Palácio de Miraflores, em Caracas, 12 de dezembro de 2018

A maioria dos países latino-americanos boicotou a posse presidencial de Nicolás Maduro na Venezuela, por considerar seu governo uma ditadura, e alguns poucos presidentes aliados compareceram ou enviaram representantes.

- O boicote internacional -

Treze dos quatorze países do Grupo de Lima, apoiados pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), boicotaram a cerimônia. O México foi a exceção.

Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, Guiana e Santa Lúcia solicitaram, em vão, Maduro na semana passada para abster-se de tomar posse, ao considerar o novo mandato como um produto de eleições ilegítimas, embora tenham se abstido de romper relações.

Na véspera, o presidente equatoriano Lenín Moreno, que também não enviou delegados, comentou em Quito que "a proteção internacional dos direitos humanos é uma obrigação legal e ética, não é uma intervenção nos assuntos internos de outros países".

O presidente chileno, Sebastián Piñera, estimou que "na Venezuela hoje existe uma ditadura", então há "preocupação no mundo".

O assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, anunciou nesta quinta-feira que Washington aumentará sua "pressão sobre o regime corrupto" de Maduro, enquanto a UE lamentou que o presidente tenha ignorado os apelos da comunidade internacional para celebrar novas eleições.

- Os aliados -

AFP / YURI CORTEZ O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, chega para a cerimônia de posse do segundo mandato do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, em Caracas, em 10 de janeiro de 2019

Evo Morales (Bolívia), Miguel Díaz-Canel (Cuba), Salvador Sánchez (El Salvador) e Daniel Ortega (Nicarágua) participaram da cerimônia em solidariedade com Maduro e rejeitando o que veem como uma política intervencionista dirigida pelos Estados Unidos.

"Irmãos de luta, irmãos de sonhos", escreveu Díaz-Canel ao divulgar uma foto no Twitter de si mesmo junto com Maduro, Morales e Sánchez, todos com os punhos esquerdos erguidos.

O México enviou seus encarregado de Negócios em Caracas, Juan Manuel Nungaray, representando o governo do esquerdista Andres Manuel Lopez Obrador, que desde que chegou ao poder em dezembro passado mudou completamente a postura diplomática de seu país em relação a Venezuela.

O Uruguai foi representado por José Luis Remedi, diplomata de sua embaixada em Caracas.

O governo de Tabaré Vázquez (Frente Ampla, uma coalizão de esquerda) considerou que "assume um presidente" na Venezuela, onde "houve eleições" e "a oposição não se apresentou".

Os principais partidos da oposição boicotaram a votação de 20 de maio, em que Maduro foi reeleito, denunciando-as como uma fraude.

De outras regiões do mundo, China, Rússia, Turquia e Irã também enviaram delegados. Chineses e russos são os principais credores da dívida venezuelana.

Anatoli Bibilov, presidente da Ossétia do Sul, um território na Geórgia que não é reconhecido como um país pela maioria da comunidade internacional, aparece na lista de chefes de Estado presentes.

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