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Atrizes negras protestam em Cannes contra discriminação

AFP / Valery HACHE Atrizes negras se manifestam para denunciar a baixa representatividade no cinema da França, em Cannes em 16 de maio de 2018

Dezesseis atrizes francesas negras desfilaram nesta quarta-feira (16) no tapete vermelho de Cannes para denunciar o racismo e a falta de representação no cinema francês.

O ato, que coincide com a publicação de um livro coletivo na França "Noire n'est pas mon métier" ("Negro não é o meu trabalho", em tradução livre), aconteceu quatro dias depois do histórico protesto, no mesmo local, de 82 mulheres da indústria do cinema para exigir uma paridade real.

As atrizes Aïssa Maïga, Eye Haidara, Sonia Rolland e Firmine Richard estavam no grupo que, nesta quarta, ergueu o punho diante das câmeras.

Para esta simbólica subida da famosa escadaria de Cannes, todas elas usaram roupas Balmain, cujo diretor artístico, Olivier Rousteing, miscigenado, lhes deu todo o seu apoio.

"Infelizmente para mim, reconheci facilmente (no livro) os comentários desagradáveis, a ignorância e a discriminação que tive que enfrentar ao longo da minha carreira", declarou o designer em um comunicado.

"Sorte sua que você tem traços finos", "sua pele não é suficientemente clara" e "você não é suficientemente africana", são algumas das frases citadas no livro.

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