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Atualidade

Pedido impeachment de prefeito do Rio por suposto favorecimento de evangélicos

AFP/Arquivos / Mauro Pimentel Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, durante um ato do governo municipal, em 17 de março de 2018 na Vila Kennedy.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, foi alvo nesta segunda-feira (9) de um pedido de impeachment na Câmara Municipal, por supostos favores a igrejas evangélicas.

O vereador Átila Nunes, do MDB, foi o autor do pedido.

"É o primeiro pedido de impeachment embasado juridicamente. Agora, pela primeira vez, poderá ser aberto o processo de afastamento de Crivella por crime de responsabilidade e infração político-administrativa", escreveu Nunes em sua página do Facebook.

Em seu pedido, citado na revista Veja, o vereador argumenta que "o tratamento notoriamente parcial dispensado pelo prefeito a segmentos de sua religião em detrimento das demais religiões é recorrente e inaceitável".

Por enquanto, o pedido de impeachment terá que esperar, já que a Câmara está em recesso e só voltará aos trabalhos em agosto.

As críticas em relação a Crivella, que assumiu o cargo em janero de 2017, se aprofundaram depois que o jornal O Globo revelou na semana passada os áudios de uma reunião "secreta" que o prefeito e o ex-bispo da poderosa Igreja Universal do Reino de Dios celebrou no Palácio da Cidade com 250 pastores evangélicos.

Na reunião, realizada na última quarta-feira, 4 de julho, aparentemente se misturou política e religião: o prefeito teria oferecido a seus "irmãos" a possibilidade de agilizar operações de cataratas, sugerido que se modificassem as paradas de ônibus para que ficassem mais perto das igrejas e proposto ajuda para resolver problemas com o pagamento de um imposto predial.

"Nós temos que aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na Prefeitura para esses processos andarem. (...) Vamos aproveitar esse tempo que nós estamos na prefeitura para arrumar nossas igrejas", disse Crivella, segundo as gravações.

No evento, estava presente o pré-candidato a deputado federal de seu partido Rubens Teixeira, no que vereadores de esquerda consideram um ato de campanha antes do prazo permitido, o caracterizaria crime eleitoral, para o qual foi pedido investigação.

Contactada pela AFP, a prefeitura não quis comentar sobre o pedido de impeachment e destacou que a reunião com os evangélicos era para "divulgar serviços importantes para a sociedade" e que não houve qualquer irregularidade nela.

Crivella, de 60 anos, já havia sido muito criticado ao cortar pela metade a ajuda para o Carnaval e ausentar-se pelo segundo ano consecutivo de seus desfiles na Sapucaí.

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