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Concurso mais importante da América Latina premia espumante brasileiro

AFP / NELSON ALMEIDA (Arquivo) Loja de vinhos em São Paulo

O Espumante Garibaldi Moscatel, da brasileira Cooperativa Vinícola Garibaldi, levou o principal prêmio da categoria no concurso Catad'or Wine Awards, o mais importante da América Latina, que consagrou duas garrafas chilenas - Luis Felipe Edwards e Casa Silva - como os vinhos do ano.

Da mesma forma, o 'Memorias 2015', do vinhedo El Principal, foi eleito como o melhor vinho chileno.

Ainda na categoria de melhor espumante do Cone Sul, entre os piscos foi escolhido o Pisco Mal Paso 40º Reservado, do Valle del Limarí, Chile.

Outro vinho chileno, Solares 2012, do vinhedo La Roncière, recebeu o prêmio de melhor vinho ícone e entre os Carmenere - cepa que embora seja original da região francesa de Bordeaux, é produzida principalmente no Chile - o prêmio foi para Doña Dominga Gran Reserva de los Andes Carmenere 2017, da Viña Casa Silva, localizada na região vinícola do Vale do Colchagua.

Embora o Chile tenha levado a maioria dos prêmios, entre os mais de cem vinhos premiados com medalha de ouro, destacou-se na premiação um Syrah e um Riesling da Austrália, um Malbec e dois Cabernet Sauvignon da Argentina, um Touriga Nacional de Portugal e um Tempranillo da Espanha.

Referência dos vinhos da América Latina no mundo, o concurso, premiou amostras de vinhos tintos e brancos, espumantes, destilados e piscos.

"Um vinho que tem uma medalha de Cata d'Or é um vinho que vai ser bom com certeza, porque já passou por um filtro de um júri internacional sob as regras da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho)" , ressaltou o diretor do concurso, Pablo Ugarte, à imprensa.

Quinze países participaram nesta 23ª edição, não apenas da região, como de outros Estados tão distantes como Austrália, Líbano, Bulgária, Portugal, China, Espanha, Israel e Estados Unidos.

O júri era composto por 45 membros de 14 países, que analisaram mais de 600 amostras.

Para promover os vinhos da América do Sul, onde sobrevivem cepas que na Europa foram destruídas pela filoxera em meados do século XIX, como Carmenere, Malbec e Tannat, será organizado o primeiro Cata d'Or South American Wine Festival e o primeiro guia de vinhos da América do Sul, anunciou Ugarte.

O Chile é o quarto maior exportador de vinho do mundo. Com uma rica variedade de cepas, muitas delas únicas.

Sem as limitações dos grandes produtores europeus de vinho como França, Espanha ou Itália, o Chile cultiva em todo o país, graças à sua diversidade climática, outros tipos de uvas, como Carignan, Malbec, Semillon, a cepa introduzida no paós pelos espanhois, e que depois de um longo ostracismo foi resgatada.

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