
Um fotógrafo britânico que ficou refém na Síria por uma semana disse, neste domingo, que seus raptores eram jihadistas internacionais, e que, entre eles, havia britânicos.
Este fotógrafo independente, John Cantile, e seu colega holandês, Jeroen Oerlemans, foram capturados no norte da Síria dia 19 de julho e libertados uma semana depois.
Cantile foi detido por cerca de 30 islamitas britânicos, paquistaneses e chechenos em um acampamento, segundo o Sunday Times. Ele e Oerlemans fugiram com a ajuda de membros do Exército Livre da Síria, um dos grupos que combate as forças fiéis ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad.
Ambos ficaram feridos pelos disparos de seus sequestradores ao fugir.
"Acabei correndo por minha vida, descalço e algemado, enquanto jihadistas britânicos, homens jovens com sotaque do sul de Londres, começaram a disparar", escreveu Cantile.
O fotógrafo disse que uma dezena de seus raptores falava inglês e nove deles tinham sotaque londrino.
"Dois deles (...) nem sequer falavam árabe", acrescentou.