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Carta do Papa sobre pedofilia marca o fim da política de silêncio
03/18 | 19:32 GMT

©AFP / Andreas Solaro
A carta que o Papa Bento XVI envia aos católicos irlandeses, e na qual se diz profundamente preocupado com o escândalo de abusos envolvendo padres, acobertados pela hierarquia e revelados em novembro, será divulgada neste sábado.

©AFP / Andreas Solaro
Bento XVI
CIDADE DO VATICANO (AFP) - A "Carta Pastoral" de Bento XVI aos irlandeses, que o Vaticano divulgará sábado, representa o primeiro documento escrito por um Papa sobre a pedofilia e confirma a vontade da Igreja, nesta última década, de quebrar a barreira do silêncio, sustentam os vaticanistas.
A política do silêncio, aplicada durante décadas pelo Vaticano, foi acatada inclusive pelo então cardeal Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, segundo denúncias da imprensa alemã que o acusam de ter hospedado, em 1980, em sua diocese de Munique, um sacerdote com antecedentes de abusos a menores, para ser submetido à terapia.
O religioso foi transferido depois a uma paróquia sem que Ratzinger, a maior autoridade local, tenha sido informado e voltou a transgredir.
O caso ilustra a atitude da hierarquia católica até que explodiram, em 2000, numerosos e graves escândalos de pedofilia nos Estados Unidos.
Em 2001, João Paulo II publicou um documento especial, um "motu propio", qualificando o comportamento de "crime grave", iniciando, assim, a ruptura com o passado.
O documento papal havia sido elaborado pelo então cardeal e teólogo Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Entre as medidas adotadas e comunicadas pelo Vaticano estava a de convidar os bispos a afastarem imediatamente os padres denunciados por pedofilia.
"Nos últimos 15 anos vem sendo vivenciada uma verdadeira revolução na Igreja", explicou à AFP o vaticanista Marco Politi.
"A mudança é tão importante, que até o Papa, hoje em dia, pede que se denunciem os casos", acrescentou.
"Bento XVI arremeteu contra o fenômeno desde o início de seu pontificado, em 2005, quando ordenou ao padre mexicano Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo, que deixasse as celebrações religosas em público, depois de ter sido alvo de múltiplas acusações por abuso a menores seminaristas", recorda John Allen, especialista americano em assuntos do Vaticano.
"O pontífice também se encontrou com as vítimas, durante viagens aos Estados Unidos e à Austrália", destaca.
Os casos de pedofilia cometidos por padres aumentam a cada dia e afetam vários países e numerosas instituições que educam milhões de jovens em todo o mundo.
O desafio é também financeiro. A igreja americana pagou, em 2008, 436 milhões de dólares em indenizações.
"A hierarquia da Igreja está consciente, agora, de que não se pode guardar silêncio nem limitar-se a transferir o sacerdote culpado, sob o risco de cometer novas atrocidades", sustenta outro especialista, Sandro Magister, na revista italiana L'Espresso.
Para o bispo italiano de Alessandria, Giuseppe Versaldi, "graças ao rigor" de Bento XVI as conferências episcopais de todo o mundo não temem que cheguem à luz as denúncias, colaborando com as autoridades penais para que os "culpados sejam punidos".
"A carta aos católicos irlandeses será o primeiro documento oficial de um Papa sobre a pedofilia na sociedade contemporânea", destaca Marco Politi.
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Quarteto para Oriente Médio se reúne em Moscou
03/19 | 05:45 GMT

©AFP / Yuri Kadobnov
Quarteto para Oriente Médio se reúne em Moscou. Apesar dos obstáculos, incluindo os disparos de foguetes da Faixa de Gaza que mataram na quinta-feira um agricultor no sul de Israel, a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, confia em uma solução negociada.
MOSCOU (AFP) - O Quarteto para o Oriente Médio se reúne nesta sexta-feira, em Moscou, para relançar o diálogo entre israelenses e palestinos, apesar das tensões após o fracasso das negociações indiretas de paz e da crise de confiança entre Israel e os Estados Unidos.
Integrado por Rússia, Estados Unidos, União Europeia e Nações Unidas, o Quarteto pretende aportar o apoio destas potências às negociações indiretas entre israelenses e palestinos promovidas por Washington.
O encontro ocorre após a decisão de Israel de construir 1.600 casas em Jerusalém Oriental, o que bloqueou o diálogo e provocou tensão entre Washington e Tel Aviv.

©AFP / Yuri Kadobnov
Quarteto para Oriente Médio se reúne em Moscou
Apesar dos obstáculos, incluindo os disparos de foguetes da Faixa de Gaza que mataram na quinta-feira um agricultor no sul de Israel, a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, confia em uma solução negociada.
Em jantar com os demais membros do Quarteto, na noite de hoje, Clinton disse que o grupo vai "relançar as negociações entre israelenses e palestinos para encaminhá-las a uma solução com dois Estados".
"Não ocorreu nada que modifique nosso compromisso para atingir este objetivo (...) no interesse da região e do mundo".
Estados Unidos e Israel atravessam uma crise de confiança após a administração Barack Obama criticar a decisão israelense de construir novas casas no setor oriental anexado de Jerusalém.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ligou hoje para Hillary Clinton, que esperava esclarecimentos de Israel sobre as novas construções em Jerusalém Oriental.
Clinton havia telefonado para Netanyahu, na semana passada, para manifestar seu descontentamento com a decisão de se construir novas casas no leste de Jerusalém.
O emissário americano George Mitchell retornará à região para conversar com Netanyahu e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Mundo
Quarteto para Oriente Médio se reúne em ...Proposta americana de banir comércio do urso polar é rejeitada
03/18 | 18:04 GMT

©AFP/File / Paul J. Richards
A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (CITES), entidade que regula o comércio de espécies da vida selvagem ameaçadas, rejeitou nesta quinta-feira uma proposta, apresentada pelos Estados Unidos, de proibir o comércio internacional de ursos polares.

©AFP/File / Paul J. Richards
Os Estados Unidos queriam uma 'abordagem preventiva'
DOHA (AFP) - A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (CITES), entidade que regula o comércio de espécies da vida selvagem ameaçadas, rejeitou nesta quinta-feira uma proposta, apresentada pelos Estados Unidos, de proibir o comércio internacional de ursos polares, durante uma conferência da instituição em Doha.
Os Estados Unidos queriam uma "abordagem preventiva", destacando que para a CITES, a espécie é considerada "vulnerável", com um declínio de 30% de suas populações nos últimos 45 anos.
Jane Lyder, chefe da delegação americana, afirmou que até 700 ursos polares são mortos ilegalmente ao ano, em particular na Rússia.
Estima-se que haja entre 20 e 25 mil ursos polares vivendo entre Canadá, Groenlândia, Noruega, Rússia e o estado americano do Alasca. Eles são mortos, sobretudo, por causa de sua pele, dos dentes e dos ossos, ou são usados como troféus de caça.
Mas a maioria dos países participantes da conferência da CITES na capital do Qatar concordou em que o derretimento das geleiras, provocado pelo aquecimento global, é a principal ameaça ao animal.
O Canadá argumenta que apenas 2% dos ursos polares "são comercializados a cada ano" e que este número se mantém estável.
Cerca de 300 ursos polares são comercializados internacionalmente a cada ano, sobretudo por povos indígenas, 210 deles por comunidades inuits do Canadá. A Groenlândia impôs uma proibição total às exportações de urso em 2008.
O urso polar está inscrito desde 1975 no Apêndice II da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e da Fauna Selvagens, que permite um comércio controlado.
A inclusão no Apêndice I, como queriam os Estados Unidos, teria proibido totalmente as exportações da espécie.
"Foi uma oportunidade perdida, a última chance para responder às ameaças" que o urso polar enfrenta, disse Jeff Flocken, diretor do grupo conservacionista Fundo Internacional para o Bem-estar dos Animais (IFAW, sigla em inglês).
A CITES, da qual fazem parte 175 países, celebra até 25 de março uma conferência, durante a qual serão votadas dezenas de medidas a respeito do comércio de marfim, tubarões e corais, entre outras plantas e animais.

Ciência e Tecnologia
Proposta americana de banir comércio do urso polar é ...Número de desempregados cai pela terceira semana consecutiva nos EUA
03/18 | 18:10 GMT

©AFP/Getty Images / Spencer Platt
Os novos registros de desemprego registraram uma queda pela terceira semana consecutiva nos Estados Unidos, com 457.000 pedidos de seguro-desemprego na semana terminada em 13 de março, um pouco mais do que o esperado pelos analistas.

©AFP/Getty Images / Spencer Platt
Feira de empregos em Nova York
WASHINGTON (AFP) - Os novos registros de desemprego registraram uma queda pela terceira semana consecutiva nos Estados Unidos, com 457.000 pedidos de seguro-desemprego na semana terminada em 13 de março, um pouco mais do que o esperado pelos analistas, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira.



