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Uma grande difusão
Presidente do Memorial do Holocausto pede a Lula encontro com Ahmadinejad
03/16 | 20:04 GMT

©AFP / Gali Tibbon
O rabino Israel Lau, presidente do Memorial do Holocausto de Yad Vachem, sobrevivente de campos de concentração, pediu nesta terça-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que medie um encontro entre ele e o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad.

©AFP / Gali Tibbon
Lula ganha um livro do rabino, ao fim da visita ao memorial
JERUSALÉM (AFP) - O rabino Israel Lau, presidente do Memorial do Holocausto de Yad Vachem, sobrevivente de campos de concentração, pediu nesta terça-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que medie um encontro entre ele e o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad.
"Na condição de criança de Buchenwald, quero me reunir com o iraniano para que ouça meu testemunho e para que eu possa provar que está errado ao negar a existência da Shoah", acrescentou.
O rabino Lau, libertado do campo de concentração de Buchenwald em 1945, aos 8 anos de idade, pediu ao presidente brasileiro que transmita o convite ao iraniano para que se reúnam "não importa onde e não importa quando".
Lula visitou nesta terça-feira o Yad Vashem, dedicado à memória dos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
O presidente brasileiro afirmou, na ocasião "que a humanidade não pode permitir que a Shoah ocorra novamente. Nunca mais, nunca mais, nunca mais".
O presidente Lula também declarou que conhecer o local era "quase obrigatório" para qualquer chefe de Estado do mundo.
A visita ao museu foi registrada no mesmo dia em que estava programado, pela chancelaria israelense, e não aconteceu, a visita ao túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista que deu origem a Israel. Seu aniversário de 150 anos está sendo celebrado pelo governo hebreu.
O Brasil ocupa atualmente uma vaga de membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU e o governo prega o diálogo com Teerã, enquanto que Israel procura isolar e impor sanções duras contra o Irã para deter seu programa nuclear.

©AFP / David Silverman
O rabino Israel Lau, com Lula e a primeira-dama, Marisa Letícia
Nesta quarta-feira, Lula visitará uma das áreas mais violentas da Cisjordânia, a cidade de Ramallah. No local, vai inaugurar uma rua chamada Brasil e levar uma oferenda em homenagem a Yasser Arafat - um dos principais líderes palestinos, cuja ação, em vida, foi motivo de críticas e elogios. É considerado símbolo da causa nacional palestina.
'Abu Ammar' (nome de guerra de Yasser Arafat), a quem os palestinos chamavam carinhosamente de 'O velho', foi eleito em 1996 como presidente da Autoridade Palestina, nascida dos acordos de Oslo negociados por ele em segredo em 1993.
Arafat tentou manter vivo o fogo nacionalista, exaltando o martírio, saudando a Intifada, a revolta palestina, e prometendo que, um dia, uma criança erguerá a bandeira palestina sobre as muralhas de Jerusalém.
Da Cisjordânia, o presidente do Brasil segue para a capital da Jordânia, Amã, onde encerra sua visita ao Oriente Médio.
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Bolsa de Nova York fecha em alta após decisão do Fed sobre juros
03/16 | 22:32 GMT

©AFP/Arquivo / Stan Honda
Bolsa de Nova York fecha em alta após decisão do Fed sobre juros

©AFP/Arquivo / Stan Honda
Operadores da Bolsa de Nova York
NOVA YORK (AFP) - A Bolsa de Nova York fechou em alta nesta terça-feira depois que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, decidiu manter a taxa de juros do país estável. O Dow Jones valorizou-se 0,41%, enquanto o Nasdaq subiu 0,67%.
Segundo os dados de fechamento, o Dow Jones Industrial Avarage teve elevação de 43,93 pontos, para 10.685,98, e o Nasdaq, composto especialmente por empresas do setor de tecnologia, subiu 15,80 pontos, para 2.378,01.
O índice ampliado Standard & Poor's 500 avançou 0,78% (ou 8,95 pontos) para 1.159,46.
"Foi um desses dias nervosos, com uma margem de operações limitada", constatou Marc Pado, da Cantor Fitzgerald.
O mercado recuperou as perdas com o fim da reunião do Comitê de Política Monetária (Fomc) do Federal Reserve, depois da publicação do comunicado.
O Fed indicou que as condições econômicas justificam a manutenção da taxa de juros do país em níveis "extremamente baixos durante um longo tempo", com apenas um desacordo proveniente de um membro do comitê que já havia se expressado sobre isso em janeiro.
No entanto, o Fomc indicou que o mercado de trabalho está se estabilizando, sendo esta a principal novidade de seu comunicado final.
Durante a manhã, o mercado tinha sido afetado pela confirmação da nota da Grécia em BBB+ por parte da agência de classificação de risco Standard & Poor's, o que tranquilizou os investidores que temiam uma queda da nota.
"O mercado está confortável com esses níveis", disse Marc Prado.
Mace Blicksilver, da Marblehead Asset Management, foi mais comedido.
"O mercado está bem, mas não há entusiasmo para comprar ações", observou o analista, apesar de a retomada observada desde fevereiro ter levado os índices, lentamente, a seus níveis mais altos do ano. O S&P 500 chegou nesta terça-feira a seu teto desde outubro de 2008, e o Nasdaq, desde fim de agosto deste mesmo ano.
O mercado obrigatório subiu. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu para 3,653%, contra 3,704% na noite de segunda-feira, e os títulos de 30 anos a 4,593%, contra 4,636%. O rendimento das obrigações evolui em sentido oposto a seus preços.

Economia
Bolsa de Nova York fecha em alta após decisão do Fed sobre ...Câncer se mantém como segunda causa de morte nos EUA
03/16 | 22:15 GMT

©AFP/Getty Images/File / John Moore
Câncer se mantém como segunda causa de morte nos EUA.

©AFP/Getty Images/File / John Moore
Especialista procura sinais de câncer em pacientes, numa clínica dentária pública americana
WASHINGTON (AFP) - Apesar dos grandes avanços no combate ao câncer registrados nas últimas quatro décadas, a doença se mantém como a segunda causa de morte nos Estados Unidos, ceifando a vida de 560.000 pessoas ao ano, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira.
O estudo, divulgado em edição especial do Journal of the American Medical Association (JAMA), demonstrou que o trabalho de médicos e cientistas reduziu a taxa de morte por câncer nos Estados Unidos em quase 16%.
Mas, de qualquer forma, a doença afetou 1,5 milhão de pessoas no ano passado, matando 560.000, o que faz dela a segunda causa de morte do país e, por isso, um desafio médico importantíssimo.
Campanhas de prevenção, como as promovidas contra o tabagismo, o auto-exame das mamas, o papanicolau para detecção do câncer de colo de útero e exames para prevenir o câncer de cólon, produziram uma queda anual de quase 1% na taxa de novos diagnósticos entre 1999 e 2006, destacou o relatório do JAMA, que publicou uma edição especial dedicada ao câncer.
Foi obtido um "avanço considerável" no tratamento do câncer infantil e de outros, inclusive o de testículos, seio, próstata e colo-retal, informaram os autores do estudo, Susan Gapstur e Michael Thun, da American Cancer Society.
Mas, embora algumas batalhas tenham sido ganhas, outros tipos de câncer, como de pâncreas, fígado, ovário, pulmão e cérebro, continuam "altamente letais e não respondem aos tratamentos atuais", destacou o estudo.
Com o aumento da expectativa de vida, o risco de ser diagnosticado com câncer também cresceu: quase a metade dos homens e um terço das mulheres receberão um diagnóstico de câncer ao longo da vida, acrescentou a pesquisa.
Um artigo em separado, divulgado antes de sua publicação nos Archives of Internal Medicine, alertou para o fato de que a mídia se concentra demais nas batalhas ganhas na guerra contra o câncer e não tanto nos fracassos.
"Os artigos de jornais e revistas sobre o câncer parecem mais dispostos a analisar os tratamentos agressivos e a sobrevivência do que a morte, o fracasso dos tratamentos ou os eventos adversos; e quase não há menção aos (tratamentos) paliativos do fim da vida ou sobre os asilos", acrescentou o estudo.
Da proporção de um em cada dois homens e de uma em cada três mulheres que serão diagnosticados com câncer, cerca da metade morrerá por causa da doença ou por complicações vinculadas a ela, alertou.
No entanto, apenas 7,6% das mais de 400 notícias estudadas sobre câncer publicadas entre 2005 e 2007 para a pesquisa eram sobre pessoas que estavam morrendo ou morreram vítimas do câncer.

Ciência e Tecnologia
Câncer se mantém como segunda causa de morte nos ...Carnaby Street de Londres comemora 50 anos revitalizada
03/16 | 20:39 GMT

©AFP / Ben Stansall
Considerada um símbolo mundial nos anos 60, Carnaby Street, em Londres, comemora meio século de existência após uma revitalização, que trouxe de volta o brilho de outrora.

©AFP / Ben Stansall
Carnaby Street é uma pequena rua paralela à Regent Street
LONDRES (AFP) - Considerada um símbolo mundial nos anos 60, Carnaby Street, em Londres, comemora meio século de existência após uma revitalização, que trouxe de volta o brilho de outrora.
Carnaby Street é uma pequena rua paralela à grande "artéria comercial" Regent Street, localizada no coração de uma rede de ruelas antes decadentes, e que nos anos 60 se encheram de jovens estilistas, que ofereciam suas criações revolucionárias apenas nesse local.
"Os aluguéis eram baratos. Tornou-se destino mundial para a moda e, algo pouco comum na época, em espaço para as roupas masculinas", explicou à AFP Amy de la Haye, historiadora da moda e curadora da exposição "Carnaby Street: 1960-2010", que pode ser vista até abril no número 38 da famosa rua.
"Antes, pais e filhos se vestiam nas mesmas lojas. E, de repente, algumas lojas da Carnaby Street começaram a vender roupas supercoloridas de formas e tecidos originais. E chegou a moda unissex", prosseguiu.
Após o racionamento e a austeridade da guerra, os adolescentes britânicos tinham dinheiro para gastar e sucumbiam ao efêmero, algo que o estilista Ossie Clark levou ao limite com seus vestidos de papel.
"Os vestidos eram muito, muito curtos. E havia muitas meninas", lembra nostálgico o fotógrafo Philip Townsend, muito solicitado pela imprensa internacional para ilustrar o que a revista americana Time batizou como o "Swinging London", em abril de 1966.
Estampados de casemira, cores psicodélicas, calças de cintura baixa causavam furor em Carnaby. Sobretudo entre os homens, que se arrumavam e se produziam para seduzir as meninas, um fenômeno conhecido como a "Revolução dos pavões".
"As lojas colocavam música alta, era como ir a uma discoteca durante o dia. Alguns compravam, outros vinham apenas pelo ambiente, era como um carnaval", explicou De la Haye. "E nunca se sabia com quem se podia encontrar".
Os Rolling Stones, Tom Jones, os Kinks, Jimi Hendrix, os Beatles - Paul McCartney conheceu sua futura esposa Linda em um clube do bairro - e outras estrelas ascendentes frequentavam o local, o que dava um atrativo adicional ao "centro da moda".
Nos anos 1980 e 1990, após a emergência do movimento punk, o bairro perdeu sua aura, invadido pelas lojas de souvenir e de roupas de baixa qualidade. Mas seguiu como visita obrigatória para os nostálgicos dos anos 1960.
Em 1997, uma empresa imobiliária comprou Carnaby e a dezena de ruas dos arredores, quase todas de pedestres, para devolver ao local a reputação perdida. No fim de setembro de 2009, tinha 33 lojas e 35 cafés, bares e restaurantes.
Para Amy de la Haye, o bairro "tornou-se outra vez 'cool'. Volta a ter o melhor dos anos 60, as lojas independentes e os cafés", acrescentou, afirmando, entretanto, que nennhum lugar no mundo terá o impacto planetário da Carnaby de 50 anos atrás.
As comemorações continuarão com o festival de música "Summer of love" em junho e com um desfile de moda em setembro.



